O Estatuto da Reforma Inconclusa

Autores

  • Paulo Romano Reschilian

Palavras-chave:

Urbanização, Desigualdade, Direito, Propriedade, Conflito

Resumo

O presente trabalho propõe uma reflexão sobre as causas para a não efetivação das diretrizes e mecanismos do Estatuto da Cidade, após vinte anos do início de sua vigência. Parte-se da constatação de que a aplicação dos instrumentos contidos no Estatuto não foi capaz de transformar a realidade urbana das cidades brasileiras, tampouco ensejou a mudança no tratamento do regime da propriedade privada urbana. Objetiva-se demonstrar as causas da dissociação entre a cidade idealizada na previsão normativa e a cidade real. Buscou-se explorar, a partir de uma abordagem interdisciplinar, os limites da regulação em quatro vertentes (matriz concentradora, prevalência da produção neoliberal do espaço, custos dos direitos e papel do sistema de Justiça). Conclui-se pela necessidade da retomada do direito à cidade como estratégia prático-discursiva no enfrentamento da lógica proprietária concentradora. Para tanto, buscar meios de efetivar as normas contidas no Estatuto e propor a espacialização do direito como contraponto à fetichização do espaço pelos operadores do direito e justiça.

Biografia do Autor

Paulo Romano Reschilian

Arquiteto e Urbanista, Doutor em Arquitetura e Urbanismo, Pesquisador e Docente de Planejamento Urbano e Regional

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Publicado

2022-12-19

Como Citar

Reschilian, P. R. (2022). O Estatuto da Reforma Inconclusa. Revista Parlamento E Sociedade, 10(19), 33–50. Recuperado de https://parlamentoesociedade.emnuvens.com.br/revista/article/view/240

Edição

Seção

Artigos