Coligações em eleições municipais

a lógica de 2016 com base na efervescência da política nacional

Autores

  • Humberto Dantas FGV-SP

Resumo

Partidos se coligam das mais diferentes maneiras em eleições municipais, sem respeitar algo que possa ser traduzido em matéria ideológica ou mesmo em relação a um alinhamento federal. Esse fenômeno se repete, pelo menos, desde o ano 2000, quando o Tribunal Superior Eleitoral passou a divulgar dados de alianças. Tais afirmações se fazem mais claras para a disputa de prefeituras, ou seja, eleições majoritárias municipais. O objetivo desse artigo é verificar o que houve com as alianças entre partidos no pleito de 2016, tendo em vista o comportamento histórico das legendas entre 2000 e 2012. A partir de então, buscará compreender se houve algum tipo de alteração na lógica de alinhamento tendo em vista o principal fato político de 2016, a despeito da importância das eleições: o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Parte-se da hipótese de que a despeito do sentimento de traição em relação à base de apoio ao Executivo no Congresso Nacional, o comportamento dos partidos nos mais de cinco mil e quinhentos municípios brasileiros não foi impactado de forma tão marcante pelo afastamento presidencia.

Biografia do Autor

Humberto Dantas, FGV-SP

Doutor em ciência política pela USP, professor universitário, pesquisador da FGV-SP e, atualmente, presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, SP. No doutorado defendido em 2007 pesquisou as coligações em eleições majoritárias municipais sob a orientação da Profa. Dra. Maria D’Alva G. Kinzo.

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Publicado

2017-01-05

Como Citar

Dantas, H. (2017). Coligações em eleições municipais: a lógica de 2016 com base na efervescência da política nacional. Revista Parlamento E Sociedade, 5(8), 43–58. Recuperado de https://parlamentoesociedade.emnuvens.com.br/revista/article/view/34

Edição

Seção

Artigos